Planejar uma viagem envolve passagens, hospedagem, roteiro — e muitas vezes o seguro viagem fica para o fim da lista ou nem entra nela. Esse é um erro que pode custar caro. O seguro viagem foi o produto que registrou a maior alta no pagamento de sinistros em 2024 — crescimento de 46,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da Fenaprevi com base na SUSEP. Esse número reflete uma realidade simples: imprevistos em viagens acontecem, e quem está protegido resolve o problema sem comprometer o orçamento.
Neste guia, você vai entender por que o seguro viagem é importante, quando ele é obrigatório e o que considerar na hora de contratar.
Quando o Seguro Viagem é Obrigatório?
Muitos brasileiros não sabem, mas o seguro viagem é legalmente obrigatório para entrar em qualquer um dos 29 países do Espaço Schengen na Europa — entre eles Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha, os destinos mais visitados pelos brasileiros no continente.
As exigências do Tratado de Schengen são:
- Cobertura mínima de € 30.000 para despesas médicas e hospitalares
- Cobertura de repatriação médica e funerária
- Validade durante todo o período de permanência no Espaço Schengen
Sem apresentar o comprovante do seguro na imigração, o viajante pode ser barrado na entrada do país. Além da Europa, países como Cuba (mínimo de US$ 10.000) e Venezuela (mínimo de US$ 40.000) também exigem seguro viagem com coberturas mínimas definidas.
Vale lembrar que a partir de 2026 os brasileiros precisarão também da autorização ETIAS para circular pelo Espaço Schengen — mais um documento a ser providenciado com antecedência no planejamento da viagem.
Por que Contratar Seguro Viagem Mesmo Quando Não é Obrigatório?
Para destinos como Estados Unidos, Canadá e América do Sul, o seguro não é exigido na imigração — mas a ausência de cobertura pode gerar consequências financeiras graves.
Nos Estados Unidos, por exemplo, uma internação hospitalar para um turista estrangeiro sem seguro pode facilmente superar US$ 10.000 por dia. No Japão, uma simples fratura com cirurgia pode custar o equivalente a R$ 80.000. Nesses países, o sistema de saúde público não atende turistas estrangeiros gratuitamente.
O seguro viagem cobre situações como:
- Emergências médicas e hospitalização no exterior
- Cancelamento ou interrupção da viagem por motivos imprevistos
- Extravio, roubo ou danos à bagagem
- Atraso de voo com ressarcimento de despesas extras
- Repatriação médica ou funerária
- Responsabilidade civil por danos causados a terceiros
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O Que Considerar ao Escolher um Seguro Viagem
1. Destino e Obrigatoriedade
O primeiro passo é verificar se o destino exige seguro e qual o valor mínimo de cobertura. Para a Europa, o mínimo é € 30.000. Para outros destinos, avalie o custo médico local para dimensionar a cobertura adequada.
2. Valor de Cobertura Médica
O mínimo exigido nem sempre é o suficiente. Para viagens aos Estados Unidos, especialistas recomendam coberturas a partir de US$ 100.000 para despesas médicas. Para a Europa, muitos corretores indicam contratar acima do mínimo de € 30.000 para maior segurança.
3. Coberturas Além da Saúde
Verifique se o plano inclui cancelamento de viagem, cobertura para bagagem extraviada e atraso de voo. Esses itens fazem diferença especialmente em viagens longas ou com conexões complexas.
4. Doenças Pré-existentes
Se você tem alguma condição de saúde prévia, verifique se ela está coberta ou se há exclusão expressa na apólice. A SUSEP exige que as exclusões por doenças pré-existentes estejam claramente descritas no contrato.
5. Atendimento 24 Horas
Imprevistos acontecem a qualquer hora, em qualquer fuso horário. Certifique-se de que a seguradora oferece central de atendimento 24 horas com suporte em português.
6. Prazo de Contratação
O seguro viagem deve ser contratado antes do embarque e enquanto você ainda está em territór


